Como se o “amanhã” passasse de substantivo masculino para advérbio de dúvida.
Tão incerto quanto atirar no escuro.
Tão bom quanto ouvir James Blunt na casa da avó no interior.
Tão maluco quanto percorrer trocentos quilômetros de moto para um destino incerto.
Tão gostoso quanto pipoca com brigadeiro e oito Bono”s” no microondas.
Tão certo quanto dizer que “saudade dele” é pleonasmo, pois se é saudade, lógico que é dele.
E ao mesmo tempo tão certo como o sol está para a praia.
É…tão louco quanto as minhas palavras mostrarão ser por aqui.
E forte!Ahh, como é forte.
Não sei dizer ao certo o dia que iniciou, tenho dúvidas.Conheci há pouco tempo, mas é aquele clichê que me força a dizer que “parece que te conheço há anos”.E esta mesma força que me faz querer tanto o que parece ser tão meu.E nada mais normal do que querer o que é meu.
Só não sei qm disse que é ou será.Mas isso pouco importa agora.
Sinceramente, isso é o que menos importa neste momento.Só a saudade, a vontade, as conversas,as loucuras compartilhadas, isso já vai alimentando a minha fome de presença.Mas sei tbm que não por muito tempo.
Mas “por muito tempo” pressupõe futuro…e isto aqui é proibido!
Aqui é PROIBIDO PENSAR!
É ALTAMENTE PROIBIDO PENSAR NO FUTURO.
É PROIBIDO querer saber o que não nos cabe agora.
E mais proibido ainda é não deixar essa história chegar onde ela tem que chegar.Só não me pergunte onde é, pq eu não posso pensar onde isso tudo vai parar.ESTOU PROIBIDA!
Nem a minha pretensão global que sempre sugere um final típico de novela das oito foi liberada para se manisfestar.
A regra volta a ser: “PENSAR, NEM PENSAR!”
E assim eu vou acordando a cada dia com um sorriso de orelha a orelha,coração a 89348837 bpm,hiper hidrose aguçadíssima com a volta das borboletas e uma cara de boba.E de fato, só uma boba que não sabe das coisas.Mas uma boba consciente de que não procurar saber, neste exato momento, é a certeza da sua felicidade.Boba, por opção própria.E que boba feliz!Prazer, sou a boba feliz.Aquela que se apaixona pelo palhaço do circo sem futuro.
Afinal de contas, quem não quer pensar no futuro tampouco se incomoda se ele existirá.O palhaço parece sim ser um ótimo acompanhante.Afinal, é assim que fazem nos circos.Sairemos sem destino, desde que estejamos juntos.Seguiremos sem pensar.Partiremos por aí.
E é com um pé após o outro que se faz uma caminhada.E eu pretendo ir longe, mas não posso pensar no destino ainda.
A única coisa que sei é que não ficarei aqui.Estou caminhando com as minhas próprias pernas, mas te vejo ao meu lado.Não quero que me guie, quero apenas que venha comigo.
”Não precisamos saber para onde vamos.Nós só precisamos ir…Estamos vivos e é só!…”

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